Às vezes me sinto privada de fazer coisas que gosto com pessoas que me atraem. E essa privação vem de pensamentos dessas pessoas que gosto, pois elas acham que posso me machucar, quem elas pensam que são?
Por que decidem por mim sem ao menos questionar como poderia me sentir com a falta delas? O vazio dói mais e fica difícil aprender a voltar a sorrir e com isso vem o mundo das mentiras e fingir que tudo está bem, que aos poucos tudo volta ao normal. Que a rotina do dia-a-dia vai apagar essas lembranças vividas e aqueles planos traçados mentalmente viram meras ilusões.
Acordar todo dia sentindo falta, sem ter notícias é como uma agulha espetada sempre no mesmo lugar. E sempre vem a máxima de que com o tempo tudo se resolve, o sofrimento será amenizado e encontrar uma nova pessoa que não repita tais atos possa te ajudar a voltar a sorrir. E onde fica a perspectiva de querer encontrar uma outra pessoa, se aquela angústia está no peito adormecida, receando que o ciclo volte a acontecer e tudo se repita...
Tentar o fazer o bem em se afastar de que o pior não aconteça, nem
sempre é o melhor caminho a se seguir. E assim, vou me afastando de mim
mesma, do romantismo que habitou em mim um dia..