terça-feira, 29 de novembro de 2011

Digressão do sentimento

  
  


Às vezes me sinto privada de fazer coisas que gosto com pessoas que me atraem. E essa privação vem de pensamentos dessas pessoas que gosto, pois elas acham que posso me machucar, quem elas pensam que são?
Por que decidem por mim sem ao menos questionar como poderia me sentir com a falta delas? O vazio dói mais e fica difícil aprender a voltar a sorrir e com isso vem o mundo das mentiras e fingir que tudo está bem, que aos poucos tudo volta ao normal. Que a rotina do dia-a-dia vai apagar essas lembranças vividas e aqueles planos traçados mentalmente viram meras ilusões.
Acordar todo dia sentindo falta, sem ter notícias é como uma agulha espetada sempre no mesmo lugar. E sempre vem a máxima de que com o tempo tudo se resolve, o sofrimento será amenizado e encontrar uma nova pessoa que não repita tais atos possa te ajudar a voltar a sorrir. E onde fica a perspectiva de querer encontrar uma outra pessoa, se aquela angústia está no peito adormecida, receando que o ciclo volte a acontecer e tudo se repita...

Tentar o fazer o bem em se afastar de que o pior não aconteça, nem sempre é o melhor caminho a se seguir. E assim, vou me afastando de mim mesma, do romantismo que habitou em mim um dia..

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Inferno Astral

Como pode doer tanto assim? Sinto como se tivesse um buraco dentro de mim, onde o espaço vazio só faz crescer. Não gosto de me sentir assim, sofrendo, tentei agir com o coração, lutar pela primeira vez e vejo que isso é besteira, não serve pra nada.Tô ficando cansada de toda essa brincadeira do destino para passar por provações. Eu não aguento mais viver assim. A dor só faz aumentar, tentar não ficar desesperada e ocupar a cabeça é uma tarefa dificil. às vezes acho que o ócio é o melhor caminho, ficar estática, parada e ver o tempo passar, deixar tudo por conta e esquecer um pouco de viver, pois isso tá se tornando pesado e não sei se tenho tanta força assim. Quem sabe um dia tudo volta ao normal e consigo esfriar um pouco o coração para sentimentos que deveriam ser banais.