terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Conversas


Sabe quando uma segunda-feira amanhece cinzenta e sem graça, bem com cara de segunda-feira? A minha começou assim, com telefone alertando recebimento de sms, meu pai entrando no quarto pra pegar folhas de papel ofício e minha irmã tagarelando alto com Nadir, sim ela voltou de férias e minha fantástica aventura pelo mundo da cozinha terminou. Mas no decorrer do dia, as coisas foram melhorando. Levei minha mãe na casa do meu irmão, almoçamos por lá. E de tarde um amigo falou que tinha sonhado comigo, que à noite me contaria os detalhes. Fiquei na curiosidade. Até que fiquei sabendo dos detalhes. Pra começo de história, a gente conversa muito (ou mais ou menos muito) por msn. E só nos vimos umas três vezes no máximo. Ou seja, nunca rolou nada entre nós, pelo menos até hoje.


Antes dele me contar o sonho vem sempre aquele papo de: "como tá vc?" e eu no meu costume rotineiro de ser "otimista" falo: "ao que parece tá tudo bem". Tá, eu sei que algumas pessoas interpretam isso de maneira negativa, acha que sou uma infeliz e blábláblá, blábláblá e blábláblá não sei mais o que. Entretanto garanto que não sou 100% assim. Só sinto falta de trabalhar e me sentir útil para a sociedade. Contudo esse amigo falou para eu passar o tempo escrevendo. E ao falar que não tava tendo boas idéias ele retrucou: "Boas idéias vem com o vento". E então ele me contou o sonho.

Rááááá.. não vou contar o sonho aqui, mas vou dizer que tem algo a ver com Romeu e Julieta e Efeito Borboleta. Tragédia misturada com muito romance, e enquanto ele me contava até me deu vontade de vivenciar esse sonho, sem a parte da tragédia. Óbvio. Só com a parte que existia muito amor e muitos mimos.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Hoje é segunda-feira


E pra variar é um dia sem graça. Logo cedo, caiu uma chuva que me fez acordar apenas pra fechar a janela e voltar a dormir não foi problema. Até aí tudo bem. Mas como Nadir, a minha babá, está de férias, hoje fui me aventurar na cozinha. Fiz macarronada, com direito a pedir ajuda no twitter. Tá, admito agora que não segui à risca o que a Geisa me aconselhou porque quando ela escreveu: " Doure pequenas rodelas de alho no azeite, enquanto frita rodelas de josefina em outro recipiente." eu já tinha jogado a josefina no molho de tomate e deixei cozinhando ali por aproximadamente uns 30 min. E por incrível que pareça, minha invenção deu certo.. ahahahahhaha. Modéstia a parte, ficou deliciosa.

Agora tenho uma confissão: quero fazer redução de mama. Ganhando em alguma loteria da vida, realizarei essa vontade. No mais, o dia tá terminando e a rinite tá aqui, querendo aparecer ¬¬

P.S. conversei com a Muzinha durante um jogo no facebook. Tava com saudades de conversar com ela. Inacreditável de como nossos pensamentos batem em tudo. É, no momento tô sem paciência para algumas pessoas, deixo até celular desligado durante os finais de semana. Mas para outras pessoas, não tenho do que me queixar e a Muzinha é uma delas.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Memórias


Ontem antes de dormir, fui assistir 'Closer - Perto demais". Já tinha assistido a esse filme, porém ao revê-lo, algumas lembranças vieram à tona. Na cena em que os dois casais conversam quase ao mesmo tempo sobre a separação/divórcio/traição, eu me projetei a quase quatro anos atrás, em uma sexta-feira fria do mês de março: naquela conversa franca pós-separação em que se falam algumas verdades para arrancar mágoas que causem um esquecimento rápido. E revivendo esse passado, pude perceber o quanto eu era tola e no quanto eu me sinto feliz hoje.

Entretanto não foi apenas essa cena, já no final do filme, ao tocar a música tema The Blower's Daughter a lembrança foi mais forte. E eu que achava que nenhuma música tinha marcado com tamanha intensidade algum relacionamento ou momento que passei na vida. Eu estava enganada. Nesse mesmo ano em que tive essa conversa, fiz também uma viagem, a qual me recordo com muito carinho. Foi nessa viagem em que voltei a viver depois da minha separação.

Eu pude experimentar a primeira paquera, a troca de olhares, de sorrisos, ter novamente a atenção de alguém. E isso aconteceu durante a volta pra casa, estava voltando de ônibus. Entre uma parada e outra, teve um local que começou a tocar a música e aquele refrão não saiu da minha mente "eu não sei parar de te olhar" e era exatamente isso que estava ocorrendo naquele momento. E a cada conversa que tínhamos, a cada olhar trocado, aquilo tudo parecia equivaler a um beijo, um abraço ou um carinho desesperado. Eu me sentia livre. Meu Deus, como uma música é capaz de trazer de volta tudo isso. Essa paquera durou semanas e eu só consegui roubar um beijo...