sexta-feira, 25 de junho de 2010

Menino












Obrigada por todos os momentos de alegrias, de companheirismo. Das massagens na minha barriga, pelos cochilos de tarde. Por ter estudado comigo quando tinha prova no colégio. Ter acompanhado todos os bons e maus momentos que passei. Das brincadeiras de picula pela casa. Das poses quando era fotografado.Você era apenas um gato. O primeiro de todos. Nos momentos de tristeza, estava sempre ao meu lado. Me protegia sempre a maneira dele. Reclamava na hora da fome, gostava de brincar e proteger os filhos. Vou sentir sua falta. Sua luta em querer estar vivo. Jamais esquecerei de você.






quinta-feira, 24 de junho de 2010

Brava?

Porque tudo parece ser igual, normal, diferente e anormal. É sempre ter paciência com todos, menos comigo. É fingir que está tudo legal sabendo que não está. É esperar por notícias que não chegam. Ler um livro que demora pra acabar, não mais sentir a poesia da vida brotar em mim. É me sentir um nada e me sentir confusa. Querer sentir adrenalina no corpo e sentir essa adrenalina extrapolar quase sendo amassada por uma Hilux, ter um pneu de carro esfaqueado por uma louca e ainda um ser sentado no olho bater no carro em pleno engarrafamento matinal a caminho do trabalho.

Finalmente um pouco de paz e sossego e saborear um copo de licor de cajá. Não quero mais sentir essa TPM que me mata a cada segundo.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Angústia


Porque é esse um sentimento que está correndo atrás de mim, mesmo eu desprezando, ignorando. Não quero sentir isso, quero apenas seguir feliz, conversar, trabalhar..

terça-feira, 8 de junho de 2010

A morte do amor.

A primeira vez que ouvi esse texto, eu chorei até soluçar, algo me incomodava ao ouvir aquelas palavras. Hoje eu me dou conta de que é necessário o velho ir embora para o novo entrar e bastou eu me permitir para que isso acontecesse. Hoje ouvi novamente esse texto, com o sorriso nos lábios:

"Todos os dias morre um amor.
Quase nunca percebemos, mas todos os dias morre um amor. Às vezes de forma lenta e gradativa, quase indolor, após anos e anos de rotina. Às vezes melodramaticamente, como nas piores novelas mexicanas, com direito a bate-bocas vexaminosos, capazes de acordar o mais surdo dos vizinhos. Morre em uma cama de motel ou em frente à televisão de domingo. Morre sem beijo antes de dormir, sem mãos dadas, sem olhares compreensivos, com gosto de lágrima nos lábios. Morre depois de telefonemas cada vez mais espaçados, cartas cada vez mais concisas, beijos que esfriam aos poucos, e-mail que deixamos de mandar ou responder.... Morre da mais completa e letal inanição.

"Todos os dias morre um amor. Às vezes com uma explosão, quase sempre com um suspiro. Todos os dias morre um amor, embora nós, românticos mais na teoria que na prática, re-lutemos em admitir porque nada é mais dolorido do que a constatação de um fracasso. De saber que, mais uma vez, um amor morreu. Porque, por mais que não queiramos aprender, a vida sempre nos ensina alguma coisa.

"E esta é a lição: amores morrem. Com o tédio, a indiferença, traição ... A sacola de presentes devolvidos, os ponteiros tiquetaqueando no relógio, o silêncio insuportável depois de uma discussão: todo crime deixa evidências. Todos nós fomos assassinos ou assassinados um dia. Há aqueles que, como o Lee Harvey Oswald, se refugiam em salas de cinema vazias. Ou preferem se esconder de baixo da cama, ao lado do bicho papão. Outros confessam sua culpa ou sua inocência em altos brados e fazem de pinico os ouvidos alheios. Há aqueles que negam, veementemente, participação no crime e buscam por novas vítimas em salas de chat ou pistas de danceteria, sem dor ou remorso.

"Os mais periculosos aproveitam sua experiência de criminosos ou vítimas para escrever livros de auto-ajuda, com nomes paradoxais como "O Amor Inteligente" ou romances açucarados de banca de jornal, do tipo "A Paixão Tem Olhos Azuis", difundindo ao mundo ilusões fatais aos corações cicatrizados.

"Existem os amores que clamam por um tiro de misericórdia: corcéis feridos. Existem os amores-zumbis, aqueles que se recusam a admitir que morreram. São capazes de perdurar anos, mortos-vivos sobre a Terra teimando em resistir à base de camas separadas, beijos burocráticos, sexo sem tesão. Existem os amores-vegetais, aqueles que vivem em permanente estado de letargia, comuns principalmente entre os amantes platônicos que recordarão até o fim de seus dias, um amor eterno que nunca acabou porque também não aconteceu. Mas não arrisco a classificar isso como amor (Bah, isso não é amor. Amor vivido só do pescoço pra cima não é amor).

"Existem, por fim, os AMORES-FÊNIX. Aqueles que, apesar da luta diária pela sobrevivência, dos preconceitos da sociedade, das contas a pagar, da paixão que escasseia com o decorrer dos anos, da mesa-redonda no final de domingo, das calcinhas penduradas no chuveiro, das toalhas molhadas sobre a cama e das brigas que não levam a nada, ressuscitam das cinzas a cada fim de dia e perduram: teimosos, belos, cegos e intensos... Mas estes são raríssimos e há quem duvide de sua existência. Alguns os chamam de amores-unicórnio, porque são de uma beleza tão pura e rara que jamais poderiam ter existido, a não ser como lendas."

domingo, 6 de junho de 2010

Algumas considerações

Pois bem, conforme falei no inicio do mês de Maio que ia me ausentar por motivos profissionais, nem precisei demorar muito, consegui um trabalho e estou no período de experiência. Tô torcendo muito para que dê certo. Eu estava mesmo sentindo que Maio era um ínicio de nova temporada em minha vida, mas como nem tudo é perfeito, sempre sou acometida por momentos de estresses extremos e/ou fico de mãos atadas quando me sinto na vontade de ajudar a quem gosto. Essas duas últimas semanas foram difíceis, mas eu superei. Isso que importa. Até mesmo meu gato que semana retrassada estava quase morto, hoje está andando pela casa novamente, comendo sozinho.


Tudo é superação, as forças se renovam quando buscamos a ajuda de dentro. E fica mais fácil de lutar para a próxima batalha. E essa semana sinto que será dureza novamente. Não sei se aguentarei ficar calada por muito tempo. Determinação e coragem sempre.

Sabe, às vezes não sinto apreço a algumas pessoas que só sabem elogiar. Não me sinto bem com isso. Acho que é sempre uma mentira. Entretanto, alimento um amor dentro de mim que me faz sentir um pouco humana em relação a tudo isso, mesmo sabendo que no momento parace ser dificil por uma distância fisica. E sentir que sou humana me faz encarar a vida de uma forma em que alguns detalhes podem ser importantes ou despreziveis.

E como ouvi na musica de Jorge Vercilo, adaptada para mim: "Ele só precisa existir para me completar". Pode não ser tudo mas é o suficiente para mim.